Johnny Depp Vai Interpretar Avô Mal-Humorado em Adaptação de 'A Christmas Carol': Tudo o Que Sabemos Sobre o Filme

Ele despreza a alegria, detesta o Natal e não suporta ninguém ao seu redor. Mas numa noite, espíritos aparecem e viram seu mundo de cabeça para baixo.

E foi exatamente esse tipo de papel que o lendário ator escolheu a seguir. Depp vai interpretar o avarento mais famoso da literatura—Ebenezer Scrooge de "A Christmas Carol" de Charles Dickens.

Sobre o que é o filme e quem está a fazê-lo?

A Paramount está a desenvolver a adaptação intitulada "Ebenezer: A Christmas Carol."

Com o protagonista de "Pirates of the Caribbean" no papel principal. O papel de uma personagem sombria que passa por uma transformação mística encaixa-lhe perfeitamente. Interpretar algo assim é mesmo a sua praia—basta pensar em "Edward Scissorhands" ou no Chapeleiro Maluco de "Alice in Wonderland."

O realizador é Ti West. Pode ser chamado com confiança de mestre do terror moderno. Talvez não conheça o nome dele, mas certamente já ouviu falar da trilogia que deu que falar: "X," "Pearl" e "MaXXXine." Os filmes foram bastante intensos, por isso estou a pensar que sob a sua orientação, isto não vai ser um conto de fadas açucarado.

A juntar-se a Depp no ecrã está Andrea Riseborough. O filme já tem data de estreia—13 de novembro de 2026, reporta a Deadline.

No geral, os criadores descrevem o projeto como uma "história de fantasmas arrepiante."
Close-up do rosto do ator Johnny Depp usando chapéu, avô de desenho animado em camisola de noite à direita
Johnny Depp e Ebenezer Scrooge da animação "A Christmas Carol"
Se conseguirem igualar nem que seja metade da qualidade do filme de animação de 2009 onde Jim Carrey deu voz a Ebenezer—já seria ótimo, porque aquele filme era mesmo bom: apropriadamente assustador (em parte graças à animação 3D) e moralista na medida certa.

Batalha dos Scrooges: Depp vs. Dafoe?

Engraçado que, quase simultaneamente com o anúncio do filme de Depp, ficámos a saber que a Warner Bros. também está a preparar a sua própria versão de "A Christmas Carol."

Robert Eggers (realizador de "The Lighthouse," "Nosferatu") vai dirigi-lo, e Willem Dafoe está a ser considerado para o papel principal.

Honestamente, nem sei por quem torcer. Tanto West como Eggers são geniais de forma única no género, e Depp e Dafoe partilham esse mesmo carisma sombrio. Parece que vamos esperar pelos dois filmes—só os fãs mais acérrimos é que vão ter de escolher lados.

O grande regresso de Depp?

Para Johnny, este papel é provavelmente um dos maiores momentos da carreira nos últimos anos.

Depois do julgamento de 2022 com Amber Heard, que ele ganhou por acaso, Hollywood começou a "permitir" que o ator trabalhasse novamente.

Nos últimos anos, Depp não apareceu em filmes com frequência, mas quando aparece, escolhe projetos interessantes.

Em 2023, Depp interpretou o Rei Luís XV em "Jeanne du Barry." O público recebeu o filme calorosamente (95% no Rotten Tomatoes), mas os críticos foram mais duros (apenas 48%)—a sua reputação manchada provavelmente teve um papel nisso.

A maioria das críticas visava o argumento superficial, embora o guarda-roupa luxuoso, os cenários e a própria história tenham recebido elogios.

Em 2020, Depp interpretou o fotógrafo Eugene Smith, que documentou a tragédia em Minamata, Japão, onde os residentes foram envenenados por mercúrio. Mesmo padrão outra vez: 91% do público e 78% dos críticos.
Trailer de "Minamata" com Johnny Depp
Muitos críticos escreveram que é um dos melhores e mais maduros papéis de Depp nos últimos anos, mas o filme em si, na opinião deles, é demasiado previsível e às vezes foca-se mais na personagem de Depp do que na própria tragédia.

Emerge um padrão interessante: o público apoia o regresso do ator, enquanto os críticos estão claramente cautelosos e à espera de algo especial. Demasiado cedo para críticas entusiásticas.
Talvez "A Christmas Carol" seja esse filme e finalmente traga de volta o Johnny Depp dos tempos de Tim Burton—excêntrico, fantástico, recusando-se a encaixar em qualquer caixa. E Depp sabe como se transformar, por isso vamos esperar calmamente pela estreia. Só espero que este cântico de Natal não se torne um canto de cisne.
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