Filme do Dia: "Petite Maman" — O Cinema Mais Terno, Doce e Tocante dos Últimos Anos

A diretora francesa Céline Sciamma, criadora de "Portrait of a Lady on Fire", mais uma vez constrói uma história simples, quase silenciosa — mas é impossível desviar o olhar.

Sobre o que é o filme

Nelly (Joséphine Sanz), de oito anos, perde a avó. Junto com os pais, viaja para a casa no campo onde a mãe passou a infância para arrumar os pertences. Lá, na floresta, conhece uma menina da sua idade que é igualzinha à sua mãe. Constroem uma cabana, brincam e partilham os seus medos.

Mas gradualmente Nelly percebe: viajou no tempo. E a sua nova amiga é na verdade a sua mãe em criança.

Experiência de visualização

Em vez de explicar "como é que isto é possível" — pura magia, sem palavras desnecessárias. Esse é o poder de "Petite Maman" (2021): não teoriza, vive. Esta é uma história sobre como as crianças podem compreender os pais se lhes for dada a oportunidade. Não através de gritos, não através de conflitos — mas através da brincadeira, da floresta e do conto de fadas.
Uma menina está deitada na cama a ler um livro enquanto uma mulher se senta ao lado da cama com um livro
Imagem de "Petite Maman"
O filme dura apenas 70 minutos. Mas nessa duração — tudo: luto, aceitação, fragilidade da infância, saudade adulta. Enquanto assistes, apanhas-te a experienciar aquela rara sensação cinematográfica quando quase fala a tua linguagem.

O que dizem críticos e audiências

No Rotten Tomatoes — 97% "fresh", no IMDb — 7.4. Os espectadores escrevem: "Terno, inteligente, mágico", "Chorei, embora não soubesse porquê." Elogiam especialmente as performances das duas jovens atrizes — irmãs gémeas.
Trailer de "Petite Maman"
A crítica de cinema Taylor Gates do That Hashtag Show escreveu na sua crítica: "Se procuras um filme suave e emotivo que possa evocar emoções fortes, este filme não te vai desiludir."

Deves ver?

Absolutamente. Especialmente se alguma vez quiseste falar com um dos pais — mas já era demasiado tarde. Isto não é apenas um filme. É uma conversa que talvez nunca tenhas tido coragem de começar. Anteriormente no estrelina.com falámos do filme "Die My Love" — o melhor papel de Jennifer Lawrence nos últimos anos.
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