"Multiplicity": o filme onde Michael Keaton interpretou um exército inteiro de clones

No dia 5 de setembro de 2025, Michael Keaton fez 74 anos, tornando este o momento perfeito para revisitar um dos filmes mais subestimados da sua carreira — a comédia "Multiplicity" (1996).

Aqui o ator assumiu múltiplos papéis ao mesmo tempo e provou que conseguia ser não apenas a personagem central, mas todo um elenco — sozinho.

Sobre o que é o filme

O engenheiro Doug Kinney (Michael Keaton) está cansado de ser puxado entre o trabalho e a família, então concorda com uma experiência — ele é clonado. Um clone cuida da construção, outro trata dos afazeres domésticos, e um terceiro revela-se demasiado simplório, aparecendo com inteligência abaixo da média.
Quatro versões do ator Michael Keaton em roupas diferentes, uma delas abraçando a atriz Andie MacDowell
Cartaz do filme Multiplicity
Mas em vez de alívio, Doug obtém o caos total: os clones confundem as suas funções e até mexem com os afetos da sua mulher. Agora o nosso herói tem de limpar a confusão sozinho e reconquistar a sua família.

Experiência de visionamento

Multiplicity é um exemplo raro onde toda a comédia depende da performance de um ator. Keaton interpreta diferentes versões da sua personagem de forma tão convincente que nos esquecemos de que é tudo a mesma pessoa. O filme é divertido, por vezes absurdo, mas ainda assim cativante apesar dos seus defeitos.
Trailer do filme Multiplicity

Reação da crítica e do público

No Rotten Tomatoes, o filme fica-se pelos míseros 46%. O público é muito mais caloroso: hoje em dia Multiplicity é frequentemente recordado como uma comédia de culto da sua década. No IMDb mantém uns sólidos 6,1, com comentários cheios de frases como: "Sem o Keaton este filme não funcionaria, mas com ele tornou-se num pequeno clássico."
Este é apenas um filme ligeiro e descontraído com alguns momentos genuinamente engraçados. Michael Keaton deve ter-se divertido imenso a interpretar este papel (estes papéis). Imaginem ter de atuar com três outros tipos que não estão realmente lá. A beleza da sua performance é que conseguimos distinguir qual clone é qual. É como ter quatro atores diferentes no filme, como Jeremy Irons em Dead Ringers.
Utilizador do IMDb claybo76

Vale a pena ver agora?

Sim, nem que seja para ver o que um ator consegue fazer quando lhe dão rédea solta. Keaton não só lidou brilhantemente com a tarefa de "interpretar-se a si próprio" — mostrou que conseguia ser diferente: carismático, engraçado, ridículo, severo.

Hoje Multiplicity parece uma experiência do seu tempo, mas são exatamente este tipo de filmes que revelam o talento interpretativo melhor do que grandes blockbusters. Anteriormente no estrelina.com abordámos Lara Croft: Tomb Raider — o início de culto de uma história que Sophie Turner vai agora continuar.
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