Em honra do 45º aniversário de Ben Whishaw (sim, aquele Ben Whishaw de "Perfume"), quero relembrar um filme em particular — "Bright Star". E acreditem, é tão bom quanto "Perfume", só que sobre algo completamente diferente.
Se ainda não viram, perderam aquele que é possivelmente o melhor filme alguma vez feito sobre um poeta. E sim, sei do que falo — eu próprio costumava escrever poesia e tinha uma queda por dramas de época.
Do Que Se Trata
"Bright Star" é uma cinebiografia de 2009 realizada pela vencedora de um Óscar Jane Campion ("The Piano" e "The Power of the Dog"). O filme baseia-se em acontecimentos reais da vida do poeta romântico inglês John Keats.A história leva-nos a Londres, 1818. A jovem Fanny Brawne (interpretada por Abbie Cornish), elegante e cheia de vida, que vive na casa ao lado, conhece o poeta John Keats ( Ben Whishaw ).
Ele é pobre, não reconhecido pela crítica e — como descobriremos mais tarde — está a morrer de tuberculose. Ela está cheia de vida e adora fazer os seus próprios vestidos.
Os realizadores fizeram uma pesquisa exaustiva, retirando muitas falas do argumento diretamente das cartas reais de Keats. Portanto, estamos perante uma reconstrução bastante fiel da sua vida.
O Que Pensam os Críticos e o Público
O que faz "Bright Star" funcionar? Não há reviravoltas selvagens no enredo, mas há uma sucessão infinita de planos esteticamente deslumbrantes.A realização de Campion, como em todos os seus filmes, é impecável. A representação nunca parece forçada. Whishaw, aliás, foi além da simples interpretação — durante a preparação, escreveu mesmo cartas com pena de ave para que parecesse natural no ecrã.
A crítica adorou, na sua maioria. No Rotten Tomatoes, o filme tem uma classificação Fresh de 83%, e no IMDb tem 6,9.
Muitos ficaram impressionados com o facto de Campion ter conseguido mostrar um romance apaixonado "sem sentimentalismo açucarado ou formalismo antiquado" (Rincón de cine no RT).
"Bright Star" mostra perfeitamente como uma história simples de romance fadado se transforma em grande cinema que inspira. Vejam sem dúvida se estiverem prontos para melancolia, poesia e emoções poderosas.
Não vão apenas ver um filme sobre um poeta — vão viver uma história sobre como o amor pode tornar-se tanto o combustível mais forte para a criatividade como a fonte mais profunda de dor.
O que significa para vocês "uma grande história de amor"? Têm alguma recomendação para partilhar? Anteriormente no estrelina.com, falámos-vos sobre "Cronos" e "Mimic": 2 dos filmes mais negligenciados do mestre do terror Guillermo del Toro.