Foi exatamente essa pergunta que o The New York Times fez aos seus leitores. As respostas revelaram-se bastante surpreendentes. Um fenómeno sul-coreano disparou para o topo da lista, seguido por um dos filmes mais enigmáticos de Lynch, e o top cinco abriu espaço tanto para o espaço sideral como para o Texas implacável.
Selecionei para vocês os filmes do top cinco dos melhores filmes do nosso século. Géneros, países e ritmos diferentes — mas uma coisa definitivamente os une: são inesquecíveis.
"Parasite" (2019), Bong Joon-ho
A história da família Kim, que usa astúcia e charme para se infiltrar numa casa abastada, inicialmente parece uma comédia sobre contrastes sociais. Mas isso é só até meio do filme. Depois disso — escuridão, medo, sátira cortante como uma navalha.Bong Joon-ho transformou uma história local coreana numa narrativa universal sobre desigualdade de classes, mentiras e ilusões.
Recentemente expliquei em detalhe por que tenho medo de ver este filme. Spoiler: bate demasiado perto da realidade.
"Mulholland Drive" (2001), David Lynch
Provavelmente o filme mais misterioso, frágil e hipnótico da lista. Lynch aqui parece conduzir os espectadores pela mão através de uma Hollywood onde sonhos e realidade não partilham fronteiras. O que realmente aconteceu às protagonistas? Quem ama quem? Quem matou quem? E será que alguma coisa realmente aconteceu?
"Interstellar" (2014), Christopher Nolan
Terceiro lugar na votação — e é uma vitória do coração sobre a racionalidade. Muitos críticos não se apressaram a elogiar: demasiado carregado, demasiado pretensioso, disseram. Mas o público tem a sua própria verdade. Para muitos, "Interstellar" de Nolan tornou-se um filme de conforto: sobre fé, amor, a força da ligação entre pai e filha. Sobre o tempo que escorre pelos dedos e a esperança que permanece.
"No Country for Old Men" (2007), Joel e Ethan Coen
Nada a mais. Sem música. Apenas poeira, paisagens e um terror que se aproxima devagar. Os Coens pegaram num thriller clássico e transformaram-no numa meditação sombria sobre violência e perseguição.A imagem de Anton Chigur com aquela arma pneumática é um dos vilões mais reconhecíveis da história do cinema. E Bardem interpretou-o de forma tão intensa que não queremos pestanejar enquanto ele está em cena.
"There Will Be Blood" (2007), Paul Thomas Anderson
Se pudéssemos perfurar cinema do chão — "There Will Be Blood" seria esse filme. Seco, pesado, esmagador. A história do petroleiro Daniel Plainview não é sobre dinheiro ou petróleo. É sobre um homem que deu tudo pelo poder e depois começou a arder por dentro.
Se ainda não viste algo desta lista — está na altura de te pores em dia. E se já viste — volta a ver. Podes entendê-los de forma diferente. Anteriormente no estrelina.com, falámos-te sobre sete filmes que os cinéfilos consideram os melhores do século XXI — e já os viste todos, certo?