"Superman" de James Gunn - Um Grande Fracasso. Como a DC Destruiu um Herói Icônico

As primeiras críticas chegaram para o novo filme sobre o maior super-herói de todos os tempos. E não são animadoras...

Quando James Gunn assumiu a direção de "Superman", literalmente gelei de esperança: será que o criador dos já icónicos "Guardiões da Galáxia" conseguiria fazer o filme perfeito sobre a maior personagem dos quadrinhos de todos os tempos?

Mas a julgar pelas primeiras críticas, aconteceu exatamente o contrário. O novo "Superman" revelou-se tão ridículo, superficial e cansado de si mesmo que até os fãs mais devotos dos quadrinhos estão a arrancar os cabelos. E este era suposto ser o filme que relançaria todo o universo cinematográfico da DC.

Em Vez de um Símbolo — Um Palhaço de Capa

Esqueçam o Superman de Henry Cavill, sombrio, poderoso, com demónios interiores e um arco trágico. Gunn decidiu ir na direção oposta e transformou o Homem de Aço num "rapaz simpático" açucarado que consegue ser encantador mesmo durante as batalhas finais.
Ator David Corenswet num blazer cinzento e num fato de super-herói azul e vermelho
Cartazes do filme "Superman" de James Gunn
E se pensavam que pelo menos a ação salvaria o filme — nem pensar. Segundo jornalistas do "Daily Beast" (que até apagaram a sua crítica demolidora, mas o site Dnyuz publicou-a na sua plataforma), tudo se afoga em CGI sobrecarregado e cenas forçadas onde cada luta se arrasta eternamente mas não deixa nem emoção nem significado.

As personagens saltam entre universos, dimensões e portais como se estivéssemos a ver não um filme mas uma série de desenhos animados incoerente.

Onde Está o Coração? Onde Está a Alma?

O problema principal — este filme não tem centro. Nem emocional nem narrativo. Claro, há o Lex Luthor (Nicholas Hoult), mas é tão caricatural que ao lado dele, os vilões dos velhos filmes do "Batman" parecem personagens de tragédias shakespearianas. Claro, há a Lois Lane (Rachel Brosnahan), mas a sua relação com o Superman é mostrada com tanta profundidade quanto uma briga entre a Barbie e o Ken.
O realizador James Gunn segurando papéis conversa com o ator David Corenswet no fato do Superman e com Nicholas Hoult que está careca
Imagem dos bastidores do filme "Superman" de James Gunn
Até as cenas com os pais do herói não evocam nada além de tédio. No final, temos um filme que tenta ser brilhante e multicamadas mas é essencialmente apenas barulhento e vazio.

O Que É Que Obtivemos?

Um filme onde até o Krypto, o super-cão, se destaca contra a personagem principal e acaba por representar melhor que ele.

Gunn aparentemente queria injetar ironia e leveza — mas exagerou. O resultado não é uma "abordagem fresca" mas uma paródia de uma paródia. E se este é o futuro do universo cinematográfico da DC, talvez seja melhor simplesmente carregar no "restart" de vez.

Enquanto a Marvel pelo menos avança lentamente, a DC está a transformar-se novamente em caos. E o "Superman" de James Gunn não é um passo em frente — é um salto para o abismo. Anteriormente, nós do estrelina.com reportámos que James Gunn respondeu aos fãs que apelavam ao boicote do seu "Superman".
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