"The Conjuring 4": O Filme Mais Horrífico da Franquia - Pelo Pior Motivo - e um Final Vergonhoso para a História dos Warrens

"The Conjuring: The Last Rites" tornou-se um dos filmes de terror de maior bilheteria da história no início de setembro — 187 milhões de dólares no fim de semana de estreia!

Pensaríamos que seria isto — o final há muito aguardado da querida franchise. Mas para mim, isto acabou por ser o pior desfecho que alguma vez poderiam ter imaginado. Sem terror, sem clímax — apenas sustos aborrecidos com mais drama familiar do que medo propriamente dito.

Um enredo que prometeu mais do que entregou

A história desenrola-se em 1986: Ed e Lorraine Warren (Patrick Wilson e Vera Farmiga) chegam à Pensilvânia para investigar eventos aterrorizantes na casa da família Sverl.

No papel — excelente premissa, prometendo "fechar" todo o universo, incluindo as histórias de Annabelle e da Freira. Mas no final, a maior parte do tempo de ecrã vai para as lutas pessoais dos Warren, enquanto o terror se torna cintilações de fundo de espelhos, sombras e uns quantos sustos obrigatórios.

Onde está o terror nesta coisa?

O principal problema — não há medo. Os críticos no Rotten Tomatoes (57% fresh) e os espectadores no IMDb (6.5) concordam: o filme simplesmente não assusta. As entidades sobrenaturais aparecem para espetáculo, o enredo arrasta-se durante horas, e as cenas "mais assustadoras" já foram estragadas nos trailers.
Trailer de The Conjuring: Last Rites
A certa altura, fica-se com a sensação de que os realizadores se esqueceram que estavam a fazer um filme de terror, não um drama sobre uma família a resolver os seus problemas.

Os críticos não estão a poupar

  • San Francisco Chronicle: "O filme arrasta-se durante uma hora e vinte minutos antes das personagens sequer entrarem na casa. Esta história podia ter sido contada em 25 minutos."
  • The A.V. Club: "A franchise tornou-se oficialmente o Fast & Furious do terror: sem ideias mas agarrada a clichés familiares."
  • Movie Nation: "Wilson e Farmiga ainda estão a tentar, mas a franchise já deu o que tinha a dar."
E há dezenas mais assim. Claro, há algumas críticas positivas, mas parece que estão a ser educadas em vez de genuinamente entusiasmadas.

Comparando com os filmes anteriores

Lembram-se de "The Conjuring 2", onde James Wan fez de Valak um dos vilões mais assustadores da década? Cada cena era trabalhada à perfeição, e o medo vinha da atmosfera e tensão.
Um homem e uma mulher assustados estão contra um fundo preto com um crucifixo vermelho à frente
Poster de The Conjuring: Last Rites
Em "Last Rites", é completamente o oposto: enredo entrecortado, personagens sem vida, e um final que tenta imitar "The Exorcist" sem o talento ou energia de Friedkin.

Como é que isto aconteceu?

O realizador Michael Chaves apostou em efeitos especiais e técnicas batidas em vez de ideias e atmosfera. O resultado é um filme que é simultaneamente aborrecido e ridículo. Até a história de amor entre Ed e Lorraine, que sempre foi o coração da série, parece pálida aqui. Isto não é um clímax — é mais como um epílogo escrito por hábito.

"The Conjuring: Last Rites" é um final que esta franchise definitivamente não merecia. Não há tensão, não há antagonista carismático, nem sequer a sensação de que a história está verdadeiramente completa. Parece mais uma tentativa cansada de espremer mais um pouco de dinheiro de um nome famoso.

Se querem realmente lembrar-se do porquê de nos termos apaixonado por The Conjuring, vejam novamente o primeiro ou segundo filme. "Last Rites" ficará como exemplo de como se pode encerrar uma franchise em grande — dizendo absolutamente nada. Anteriormente no estrelina.com, explicámos porque achamos hilariante ver "Weapons", o filme de terror mais bem cotado de 2025.
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